Esta é a situação do "Sebastião Fumagalli", no Pq. N.S. das Dores.
A ideia de um distrito industrial não pode ser atribuída totalmente ao "Sebastião Fumagalli", no Parque Nossa Senhora das Dores. Na portaria, qualquer pessoa passa sem ser identificada. O alambrado não tem a sua finalidade - de impedir o acesso ao local e oferecer segurança. Qualquer um circula livremente pelo espaço. Até porque a cerca está estourada em vários pontos.
O Jornal de Limeira esteve no distrito na semana passada e encontrou um cenário de abandono. No local, a maioria dos terrenos está desocupada. Instalados e em fase de construção são cerca de 15 barracões. Algumas pessoas foram vistas trabalhando. Mas circulando pelas ruas havia muita gente sem qualquer ligação com o distrito.
Adolescentes aproveitaram a tarde um pouco mais quente para soltar pipas. Eles circulavam sem qualquer problema. Muitos tiveram acesso pelo alambrado destruído. Vizinhos ao distrito industrial também aproveitam o espaço para "cortar" caminho. Mulheres andavam a pé e um homem foi visto de bicicleta.
Em função da destruição da cerca, até cavalos pastam nos terrenos vazios. O JL viu pelo menos três. Até no meio da rua eles andam. A sorte é que a circulação de carros e caminhões no local é pequena, já que nem metade dos lotes está ocupada. E se falta segurança, sobram problemas. Vidros quebrados, um colchão abandonado num dos terrenos e algumas pichações. Tudo isso numa única rua - a José Aparecido Boni, que fica dentro do Distrito Industrial "Sebastião Fumagalli".
Recentemente, a Câmara de Vereadores de Limeira concluiu os trabalhos de uma comissão que estudou as condições dos distritos locais. A conclusão, segundo o presidente da comissão, Paulo Cezar Junqueira Hadich (PSB), é a seguinte: a necessidade de uma revitalização e a venda dos lotes. "Fomos informados que não houve procura (por parte de empresários). O "Sebastião Fumagalli" é importante para a cidade. Só que falta estrutura nele", analisa.
SOLUÇÕES
A resposta da prefeitura, no entanto, é um pouco diferente. A Secretaria Executiva de Governo e Desenvolvimento e a Agência Municipal de Desenvolvimento Econômico, Científico e Social informaram, por meio da Secretaria de Comunicações, que os lotes já foram todos vendidos. Alguns contratos foram assinados recentemente e outros estão sendo revistos. O motivo é a inadimplência.
Quanto à "invasão", será feita uma vistoria na tentativa de se buscar soluções. Um dos primeiros serviços que serão executados é o conserto do alambrado, informa a prefeitura.
O distrito foi anunciado durante o governo Pejon (PDT), em 2002.









